PTR e DNS reverso: porque o seu e-mail depende disso

Um registo de DNS normal responde à pergunta «que endereço tem este nome?». O PTR responde ao contrário: «que nome tem este endereço?». Por isso se chama DNS reverso.

Parece um detalhe de rede sem consequências. Não é: é das primeiras coisas que um servidor de e-mail verifica antes de decidir se aceita a sua mensagem.

Porque é que o e-mail depende disto

Quando o seu servidor entrega uma mensagem, o servidor do destinatário vê o IP de quem está a ligar e faz a pergunta inversa: quem és tu?

1 Se o IP responde com um nome coerente, a mensagem começa com crédito.
2 Se o IP não responde nada, o remetente fica anónimo. E um remetente anónimo cheira a spam — muitos servidores recusam logo ali, sem sequer olhar para o conteúdo.
É por isto que «o e-mail sai mas não chega». Sem PTR, a mensagem pode ser recusada em silêncio. Do seu lado parece enviada; do lado de lá nunca existiu. É das causas mais frequentes deste sintoma.

O seu serviço já tem?

Serviço Situação
Alojamento partilhado Já está configurado. O DNS reverso do servidor é nosso e está feito — não tem nada a fazer
Revenda Igual: o servidor de revenda tem o PTR configurado
VPS ou dedicado O IP é seu, e o PTR configura-se para o nome que escolher. Peça-nos e tratamos disso
O nome deve fazer sentido. O hábito é apontar o PTR para o mesmo nome que o servidor de correio anuncia — normalmente algo como mail.oseudominio.co.mz. Um PTR que aponta para um nome sem relação nenhuma vale quase o mesmo que não ter.

Como confirmar, em segundos

Não precisa de nada instalado — dá para fazer no seu computador:

Sistema Comando
Windows nslookup 203.0.113.10 no Prompt de Comando
macOS ou Linux host 203.0.113.10 no Terminal
Sem comandos O MXToolbox tem uma opção Reverse Lookup que faz o mesmo no navegador

Troque 203.0.113.10 pelo IP que quer testar. Se aparecer um nome, o PTR existe. Se não aparecer nada, não existe — e é aí que se age.

Uma regra que apanha muita gente

Nos registos normais, vários nomes podem apontar para o mesmo IP — é assim que dezenas de sites vivem num servidor só. No PTR é ao contrário: um IP tem um nome, e só um.

Por isso não faz sentido pedir um PTR «para cada domínio» do seu servidor. Escolhe-se um nome, o do servidor, e é esse que responde por todos.

O PTR sozinho não chega

É um dos três pilares, não o único. Os outros dois são a autenticação — SPF, DKIM e DMARC — e o comportamento de envio. Um servidor com PTR perfeito e sem SPF continua a cair no spam.

E se o IP já estiver numa lista de bloqueio, o PTR não o tira de lá: ver o IP do seu servidor numa lista de bloqueio.

Tem um VPS e quer o DNS reverso configurado? Diga-nos o nome que quer.

Pedir configuração

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