«O site está lento, acho que preciso de um plano maior.» É das frases que mais nos chegam, e na maior parte das vezes o plano maior não era a resposta. Antes de comprar o que quer que seja, vale a pena passar vinte minutos a medir. Este artigo é sobre esses vinte minutos; o que fazer depois está no artigo «O site está lento: o que faz mesmo diferença».
Primeiro: é o site, ou é quem o está a ver?
Esta pergunta elimina metade dos casos e não custa nada. Faça os quatro testes por esta ordem, antes de olhar para qualquer relatório.
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Abra o site noutra rede. Do telemóvel, com dados móveis, e não pelo sem-fios do escritório.
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Peça a alguém longe. Outra cidade, outro país, outro operador. Se para essa pessoa é rápido, o site está bem e o problema está entre você e ele.
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Experimente uma janela anónima, sem extensões e sem sessão iniciada. Um bloqueador mal configurado ou uma extensão antiga conseguem atrasar uma página de forma espectacular.
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Experimente uma segunda página e o painel de administração. Não só a página inicial, que costuma estar em cache e mentir.
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| Se está lento... |
Então o problema está... |
| Só para si, e rápido para os outros |
Na sua ligação, na rede do escritório, numa extensão do navegador, ou no servidor de DNS que usa. Não é o site, e mudar de plano não muda nada. |
| Só numa página |
Nessa página. Uma galeria, um mapa, uma lista de produtos com filtros, um formulário com muitos campos. |
| Só na administração, com o site rápido |
Num plugin. A administração nunca é guardada em cache, por isso é aí que o peso do código aparece a nu. |
| Sempre, em todo o lado, para toda a gente |
No site ou no servidor. Só agora é que faz sentido continuar a ler. |
Dois números que separam o servidor do site
«Demora cinco segundos» não chega para diagnosticar nada, porque esses cinco segundos podem ser duas coisas completamente diferentes. Interessam dois números separados:
| Número |
O que está a medir |
| Tempo até ao primeiro byte |
Quanto o servidor demorou a começar a responder. Se este número é grande, o problema está no que corre no servidor: PHP, base de dados, falta de cache. |
| Tempo até a página estar pronta |
Quanto o navegador demorou a descarregar tudo e a desenhar. Se o primeiro número é pequeno e este é grande, o servidor está bem e a página é que é pesada. |
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Abra as ferramentas de programador do navegador e vá ao separador da rede.
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| 2 |
Ligue a opção de ignorar a cache e recarregue a página.
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Olhe para a primeira linha, que é o documento da página. O tempo dela é praticamente o tempo do servidor.
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Ordene a lista por tamanho. O que estiver no topo é o que pesa. Nove em cada dez vezes são imagens.
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| 5 |
Repare no número total de pedidos. Uma página que faz centenas de pedidos está a carregar coisas a mais, e isso costuma ser plugins.
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Meça duas vezes, sempre. A primeira visita a uma página que usa cache é sempre a mais lenta, porque é a que constrói a página e a guarda. Medir uma vez, mudar alguma coisa, e voltar a medir uma vez, leva-o a conclusões erradas com uma facilidade notável. Carregue, espere, e carregue outra vez.
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As causas, por ordem de probabilidade
Esta ordem não é teórica: é a frequência com que aparecem nos casos que nos chegam. Procure por esta ordem e vai poupar tempo.
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Imagens enviadas tal como saíram da máquina. É a primeira, e por uma margem enorme. Uma fotografia de vários megabytes numa caixa de umas centenas de pixels obriga cada visitante a descarregar tudo para ver quase nada.
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Plugins e temas. Cada plugin activo custa alguma coisa em todas as páginas, mesmo nas que não o usam. Não é o número que conta, é o peso de cada um.
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| 3 |
Falta de cache. Sem cache, cada visita obriga o servidor a montar a página de novo. É a mudança única que mais baixa o tempo até ao primeiro byte.
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Consultas à base de dados. Listas de «produtos relacionados», pesquisas internas, e tabelas que cresceram durante anos sem ninguém olhar. Aparecem como tempo de servidor alto só nalgumas páginas.
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| 5 |
Uma versão antiga do PHP. Barata de corrigir e muitas vezes esquecida. Veja o artigo «Mudar a versão do PHP sem partir o site».
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E só no fim, os recursos do plano. São a última hipótese da lista, não a primeira.
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Repare no que esta ordem quer dizer na prática: as cinco primeiras são do site e nenhuma delas custa dinheiro. Só a sexta é que se resolve com a carteira.
Como saber se é mesmo o plano
| 1 |
Abra a Utilização de Recursos, na secção Métricas do cPanel. Mostra o consumo contra o limite ao longo do tempo.
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| 2 |
Se não bate no tecto, não é o plano. Ponto final. Por muito lento que o site esteja, um plano maior não vai a lado nenhum.
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Se bate, pergunte porquê antes de comprar. Bater no tecto todos os dias à mesma hora aponta para uma tarefa agendada demasiado frequente, ou para um robô a rastrear o site. Bater a horas aleatórias aponta para uma página pesada que alguém visita de vez em quando.
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Cruze com os Erros e o Acesso Bruto. Se as horas de consumo coincidem com centenas de pedidos do mesmo endereço, o que precisa não é de um plano maior.
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Se bate por tráfego real, e o site já está limpo, então sim. Aí a resposta honesta é que o site cresceu: veja os planos ou, se precisa de mandar nos limites, um VPS.
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Mudar de plano não cura um site mal feito. Vale a pena dizer sem rodeios, porque é dinheiro seu. Um plano maior dá-lhe mais margem, não lhe dá velocidade. Uma página que o próprio código demora a montar continua a demorar o mesmo numa máquina maior: o que muda é quantas dessas páginas cabem ao mesmo tempo. Se o problema é a página, o plano maior só adia a conversa e encarece a factura.
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Uma coisa de cada vez, com o número antes e o número depois apontados. Mudar cinco coisas ao mesmo tempo pode até resultar, mas fica sem saber qual delas era, e da próxima vez recomeça do zero. Um caderno com seis linhas vale mais do que qualquer ferramenta.
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